86ª Conematra reúne na Ejud-15 representantes de Escolas Judiciais para debater desafios do trabalho na era tecnológica
anagatto
Qui, 06/08/2026 – 17:39
A presidente e o diretor da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, desembargadores Ana Paula Pellegrina Lockmann e Luiz Felipe Paim da Luz Bruno Lobo, participaram, na manhã desta quarta-feira, 6/8, da cerimônia de abertura da 86ª Assembleia Extraordinária e Reunião de Trabalho do Conselho Nacional das Escolas de Magistratura do Trabalho (Conematra). O encontro, realizado na Escola Judicial da 15ª, contou com a participação da desembargadora Vilma Leite Machado Amorim, presidente do Conematra e diretora da Escola Judicial do TRT-20 (SE), da desembargadora Ana Paula Tauceda Branco, vice-presidente do Conematra e diretora da Ejud-17 (ES), e reuniu magistrados e servidores da 15ª e de Escolas Judiciais do TRT de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Espírito Santo, além de acadêmicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Prestigiaram também a abertura o desembargador Paulo Regis Machado Botelho, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e diretor da Escola Judicial do TRT-7 (CE), o desembargador do TRT-6 (PE) Sérgio Torres Teixeira, indicado no último dia 7 de julho pela Presidência da República para ministro do Tribunal Superior do Trabalho, o ouvidor do TRT-15, desembargador Edmundo Fraga Lopes, e o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 15ª Região (Amatra XV), juiz Francisco Duarte Conte.

Ao longo de dois dias de encontro, 6 e 7/8, os participantes deverão compartilhar experiências, aperfeiçoar práticas e refletir sobre os desafios da formação judicial. Ao todo serão debatidos temas como o papel do juiz na era tecnológica, gestão de dados, transformação do trabalho e os sentidos do trabalho na era contemporânea, inteligência artificial, entre outros. Além das palestras e conferências, o público também deverá participar de quatro grupos de trabalho, nos quais serão discutidos temas específicos relacionados ao serviço público.

Na mesa de honra, tomaram assento, ao lado da presidente Ana Paula Lockmann, o diretor da Ejud-15, desembargador Luiz Felipe Lobo, a presidente do Conematra, desembargadora Vilma Amorim, e o conselheiro do CNJ, desembargador Paulo Regis Botelho. Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRT-15 afirmou que o encontro nacional representa um momento de grande relevância para a Justiça do Trabalho, ao promover discussões sobre a formação judicial em um cenário de profundas transformações. Nesse sentido, as Escolas Judiciais assumem papel estratégico em seus “espaços de produção e difusão do conhecimento, de aperfeiçoamento permanente e de desenvolvimento das competências que sustentam uma jurisdição técnica, sensível às transformações da sociedade e comprometida com a efetividade da prestação jurisdicional”, afirmou. Por fim, a magistrada salientou que a assembleia do Conematra acontece em um momento significativo para o TRT-15, quando ele celebra 40 anos, e sua Escola Judicial completa 30 anos de atuação. “São marcos que traduzem uma mesma trajetória e a certeza de que a excelência da Justiça também se constrói pelo investimento permanente na formação de seus integrantes”, concluiu.

A presidente do Conematra, desembargadora Vilma Amorim, em sua saudação, ressaltou a importância de reafirmar o propósito de sua gestão, que tem como objetivo principal “fazer entregas”, numa construção coletiva.

O diretor da Ejud-15, desembargador Luiz Felipe Lobo, destacou o que chamou de “um dos maiores valores do Conematra”, que é o de “aproximar as Escolas, promover o intercâmbio de práticas e criar condições para que soluções sejam pensadas de maneira coordenada”, reconhecendo a diversidade e fortalecendo o “compromisso com a formação, com o aperfeiçoamento institucional e com a qualidade da prestação jurisdicional”.

Já o conselheiro Paulo Regis Botelho afirmou que uma de suas missões no CNJ é representar a Justiça do Trabalho e contribuir com novas ideias. Nesse sentido, segundo o desembargador, é fundamental o papel das Escolas Judiciais, com o desenvolvimento de ações coordenadas com aplicabilidade prática.

Momento cultural
Antes do início dos trabalhos, os participantes do encontro puderam apreciar a atividade cultural “Sons do interior – Música caipira e toques da viola paulista”, conduzida pelos músicos João Paulo Amaral e Giorgio Francisco. O professor, compositor, pesquisador e músico João Paulo Amaral apresentou um rápido panorama histórico da música caipira, influenciada particularmente pela viola, com suas raízes no movimento bandeirante pelo interior do Brasil, e também alguns dos principais expoentes dessa arte, como o jornalista e escritor Cornélio Pires, ativista cultural e importante etnógrafo da cultura caipira, e o compositor João Pacífico. Foram apresentados alguns dos estilos típicos da música caipira, como a toada, o cateretê, a moda de viola, a guarânia, o cururu e o pagode caipira, com a execução de clássicos do gênero, como Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira, de 1918); Jorginho do sertão (Cornélio Pires, de 1929); Chico Mineiro (Francisco Ribeiro e Tonico, de 1945) e Índia (versão em português: José Fortuna, de 1952).

Programação
No primeiro dia do encontro, a programação contempla a conferência “O juiz do trabalho do futuro: competências humanas na era da transformação tecnológica digital”, ministrada pelo desembargador Sérgio Torres Teixeira, do TRT-6. Também será realizado um painel sobre gestão de dados e ferramentas destinadas ao compartilhamento de cursos, à estruturação de bancos de formadores e ao acompanhamento das metas formativas.
A assembleia-geral discutirá temas relacionados à atuação das Escolas Judiciais, como a inclusão da especialidade Pedagogia na estrutura de cargos do Judiciário, a gratificação por atividades de instrutoria, a contratação de infraestrutura tecnológica para ambientes virtuais de aprendizagem, as contratações nacionais e a atualização das metas formativas.
Na sexta-feira, 7/8, pesquisadores da Unicamp abordarão as transformações e os sentidos do trabalho na sociedade contemporânea. Entre os destaques estão a palestra do professor José Dari Krein, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), e a conferência de encerramento do professor Ricardo Antunes, titular de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).
A programação será concluída com uma oficina sobre o uso da inteligência artificial nas rotinas das Escolas Judiciais, destinada aos secretários-executivos das Ejuds.
Confira a programação completa neste link.
