Criado há dois anos para oferecer formação jurídica e de aperfeiçoamento profissional, o Instituto Iter já atendeu quase 4 mil alunos em 40 cursos ministrados em todo o país.
O fundador do instituto é ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que anunciou a sua saída da entidade nesta quarta-feira (2/9). Em nota, o magistrado afirma que o instituto será transformado em uma entidade sem fins lucrativos.
Antonio Augusto/TSEProfessor de Direito Penal da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, o advogado Bruno Fernandes já fez dois cursos ministrados pela entidade. O último deles teve a participação do ministro.
“O curso ensinou técnicas de oratória aplicadas em discursos de líderes ao longo da História. Também contamos com o auxílio integral de um fonoaudiólogo para a aplicação de técnicas de impostação vocal. Foi muito útil para quem dá aula ou faz sustentações orais”, disse.
Renata Silvares França, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, diz que a formação ajudou a aprimorar a sua atuação profissional. “O curso reforçou a ideia de que os valores morais podem guiar a minha atuação como magistrada. Foi uma experiência enriquecedora”.
Já o criminalista Samer Agi destacou a qualidade das palestras. Ele esteve presente em um evento promovido pelo instituto em julho deste ano, em São Paulo.
“Tive a oportunidade de adquirir maior conhecimento sobre o uso de Inteligência Artificial no Judiciário, que ajuda a conferir maior segurança jurídica e agilidade ao Judiciário”.
Segundo lembrou Mendonça em nota, eventuais valores recebidos pelo instituto, a partir da transformação em entidade sem fins lucrativos, serão destinados a ações sociais ou educacionais, como já havia anunciado no começo deste ano. Afirmou, ainda, que as suas cotas e de sua esposa também serão cedidas “sem qualquer contrapartida financeira”.
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