Mahamat Said Abdel Kani, ex-líder rebelde da República Centro-Africana, foi condenado nesta quarta-feira (23/9) pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil em 2013.
Arquivo ConJurEle era membro do grupo Seleka, de maioria muçulmana, que derrubou o presidente François Bozizé. A sentença, que pode chegar à prisão perpétua, ainda não foi definida. Said foi absolvido de outras três acusações envolvendo crimes de guerra.
Os juízes consideraram o réu culpado de crimes de formas graves de privação de liberdade, tortura e perseguição. Segundo a corte, Said era responsável por supervisionar as operações em um centro de detenção durante a guerra civil.
Durante o julgamento, testemunhas descreveram celas superlotadas, com paredes marcadas por buracos de bala e sangue.
Algumas delas, inclusive, disseram ter sido açoitadas, segundo a juíza Miatta Maria Samba. Outras afirmaram terem sido mantidas confinadas em um cômodo sem janelas sob o assoalho do escritório do ex-líder rebelde.
Em 2018, a Organização das Nações Unidas (ONU) acusou o grupo Seleka de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
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